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20 Aug 2011 Segunda-feira, 22 de agosto: o retorno da Fumaça à Araraquara, após 6 anos http://j.mp/ooZ94k
31 Jul 2011 Domingo Aéreo em Pirassununga: próximo dia 7/08: http://j.mp/nk05xx http://fb.me/19OQXNOus
14 May 2011 Parabéns à Esquadrilha da Fumaça @fumaca_ja pelo seu 59o. aniversário. O GEAV estará presente nesta festa!!
17 Feb 2011 Broa Fly-In: Credenciamento de pilotos, convidados, imprensa e patrocinadores/apoio já pode ser feito, em http://www.broafi.com.br
17 Feb 2011 Acompanhe as atualizações da programação do Broa Fly-In (@broafi) no link http://www.broafi.com.br/programacao
17 Feb 2011 Broa Fly-In retorna em 2011 - breve detalhes em nosso site @broafi
21 Jun 2010 Próximo sábado, estaremos em Rio Claro! http://fb.me/CMHlbbbM
2 Jun 2010 Confira a participação do Grupo Eu Amo Voar na Red Bull Air Race, na Cidade maravilhosa http://bit.ly/biv2iy http://bit.ly/byrjgb
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Cmte. Fernando Corrêa Rocha - Piloto do 1° GavCa "Senta a Pua" PDF Print E-mail
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Written by Mateus Rocha   
Monday, 17 March 2008 13:35
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O Comandante Fernando Corrêa Rocha, nasceu na cidade de São Paulo no dia 12 de julho de 1921. Fez o curso primário no colégio Mackenzie em Araraquara e o curso secundário no colégio Arquidiocesano em São Paulo.

Em 1939, inicia o curso pré-jurídico no colégio Rio Branco, sendo aprovado no vestibular da faculdade de Direito do largo São Francisco em 1941.

Em 1942 enquanto cursava o segundo ano de Direito na faculdade, formou um grupo de colegas apaixonados por aviação, grupo esse que, aproveitando-se da campanha “Pilotos para o Brasil”, liderada pelo jornalista Assis Chateaumbiant, conseguiu 10 bolsas na escola de aviação do Renato Pedroso – a mais conceituada de São Paulo. Fernando foi o primeiro a brevetar-se.

Tendo as autoridades norte-americanas oferecido formar pilotos brasileiros nas escolas militares dos Estados Unidos, o recém-criado Ministério da Aeronáutica, pelo aviso número 121 de 19 de setembro de 1942, baixou instruções para a seleção dos jovens que iriam concorrer às primeiras bolsas de estudo oferecidas. Fernando por já ter o brevê de piloto civil e por falar inglês, foi um dos primeiros a serem escolhidos. Trancou a matrícula na faculdade de Direito e seguiu para os Estados Unidos. Lá fez o curso completo de piloto militar, tendo recebido a “Silver Wing” em 4 de fevereiro de 1944 na famosa escola de Eagle Pass. Famosa por ter sido a escola dos lendários “Tigres Voadores” do General Chennand.

Com a “Silver Wing”, Fernando tinha credenciais para ser oficial aviador americano no posto de Segundo Tenente, mas a sua convocação pelo Ministério da Aeronáutica o transformou em Aspirante Aviador da reserva convocada da Força Aérea brasileira.

Ao invés de voltar para o Brasil, ele e mais dois companheiros, Prates e Pereyron, receberam ordem para permanecer em Eagle Pass para fazer um curso especializado em aviões de caça. É que no Brasil já havia sido criado o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, e os pilotos escolhidos ia ser mandados para o Panamá, para iniciar o treinamento com instrutores americanos.

Em Eagle Pass, os 3 companheiros fizeram os primeiros treinamentos táticos em aviões Curtis P-40, os tais famosos “Tigres Voadores”.

O treinamento completo para combate, foi feito em Harding Field em Boston Rouge na Louisiana e durou cerca de 5 meses. Já então no avião P-47 Thunderbolt, no qual iria lutar na guerra.

Em agosto de 1944 apresentou-se junto com os dois companheiros ao Tenente Coronel Nero Moura, na base aérea de Sufolk em Nova York. A partir desse momento, o aspirante aviador Fernando Corrêa Rocha, passou a fazer parte integrante do Primeiro Grupo de Caças. Em Setembro de 1944 embarcou para a Europa, tendo desembarcado na Itália em 6 de outubro de 1944.

Foi designado para compor a esquadrilha Amarela comandada pelo Capitão Joel Miranda. Esta Esquadrilha depois de quatro meses de combate sofreu um número muito grande de baixas, e doa 9 componentes iniciais, sobraram só três: Pessoa Ramos Rocha e Lara. A Esquadrilha Amarela foi então extinta, sendo que, Pessoa Ramos e Rocha passaram a integrar a Esquadrilha Verde e o Lara passou para a Esquadrilha Azul.

 

Image
Comandante Rocha

 

Fernando Rocha executou 75 missões de combate, tendo recebido as seguintes condecorações:

Do Governo americano:

  • A Distingueshed Flying Cross (a mais importante medalha americana concedida aos seus pilotos)
  • A Air Medal com três clusters, ou seja, quatro vezes seguidas.

Do Governo Brasileiro:

  • A Cruz de Aviação Fita “A” com três estrelas.
  • A medalha de Campanha na Itália.
  • A medalha do Atlântico Sul
  • A medalha do Mérito Aeronáutico.
  • A medalha de Puro Santos Dumont, conferida pelo governo de Minas.

Após um ano, ele se desligou da FAB e saiu para enfrentar mais uma etapa de sua vida. Com a aviação comercial que estava no começo, conseguiu entrar para a Panair do Brasil. Naquela época a Panamerican. Galgou com muita galhardia todos os postos e chegou a comandante com grande rapidez, começando pelo DC-3, depois Constellation, DC-6, DC-7 e finalmente, DC-8, este, já na era dos jatos.

Muitas transições sempre com muito trabalho e esforço e apesar disso, ainda conseguiu acabar o curso de direito na Faculdade Nacional do Rio de Janeiro, prestando com isso uma homenagem a sua mãe que não se conformara ainda ele não ser um advogado. Fernando morou várias vezes na Europa, sendo piloto chefe e chefe de operações. Quando fecharam a Panair, foi uma grande tristeza na vida dele e na de todos os companheiros, mas como não podia parar a vida, ele aceitou o convite da Varig e foi para a Europa para formar novos pilotos a fim de se familiarizarem com as novas linhas. Quando saiu da Varig, veio já para São Paulo e foi trabalhar na Hidroservice por quase 15 anos.

Além das suas funções como comandante, exerceu várias funções de ordem técnico-administrativas entre as quais:

  • Chefe do departamento de rotas e manuais.
  • Piloto chefe do setor europeu.
  • Chefe de operações do setor europeu com o fechamento da Panair do Brasil em 1965, foi contratado pela Varig para adaptar seus pilotos no vôo das rotas européias anteriormente voadas pela Panair.

Em 1967, foi contratado pela firma HidroService Engenharia de Projetos Ltda. Para assessorar importantes projetos, para os quais aquela firma havia sido contratada pelo Ministério da Aeronáutica. Durante quinze anos teve participação ativa, quer como colaborador, quer como coordenador em todos os projetos aeronáuticos daquela empresa, entre as quais destacam-se:

  • Estudo de localização do principal aeroporto internacional do Brasil.
  • Estudo e projeto do aeroporto internacional do Rio de Janeiro.
  • Estudo de localização do aeroporto internacional de São Paulo.
  • Estudo e projeto do no aeroporto internacional de Manaus.
  • Estudo e melhorias operacionais nos principais aeroportos brasileiros.
  • Estudo do sistema integrado de defesa aérea e controle de tráfego aéreo Cindacta no triângulo: Rio -São Paulo – Brasília.
  • Estudo da criação e implantação da INFRAERO.

Todos estes estudos e projetos foram implementados pelo Ministério da Aeronáutica e representaram o marco de transição de uma situação quase caótica, para uma situação significativamente bem estruturada em que se encontra hoje a infra-estrutura aeronáutica brasileira.

Durante todo este tempo de vida, Araraquara sempre esteve presente em sua vida até nas cartas que ele enviava aos pais durante a guerra, até que chegou o dia em que, parado na Avenida Feijó, 173, viu a casa de seus pais à venda e bastante acabada, então resolveu comprá-la e hoje em dia é o lugar em que ele encontra sua paz e as lembranças do passado.

O Comandante Rocha nos deixou no dia 1o. de abril de 2008.

Last Updated on Sunday, 17 January 2010 22:10
 

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