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| O adeus a um amigo |
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| Written by Mateus Rocha | |||
| Monday, 05 April 2010 14:31 | |||
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No final do dia 1º de abril de 2010 fez dois anos que o piloto veterano Fernando Corrêa Rocha do 1º Grupo de Aviação de Caça "Senta a Púa" faleceu. Eu não queria escrever nada sobre este fato para não ter que me emocionar, porém na tarde do dia 02 de abril de 2010, sexta-feira, após tomar um banho de chuva e estar todo ensopado esperando o ônibus, meu telefone toca e o Rafael Peres diz ao telefone:
Conheci o Capitão Anderson Amaro no dia 31 de março de 2007, na 1ª Revoada Fernando de Almeida, realizada no museu da TAM em São Carlos, SP. Ele acabara de entrar para a Esquadrilha da Fumaça e o Esquadrão havia enviado ele e o "anjo da guarda" -- mecânico do Esquadrão -- Eduardo Gomes ao evento para representar a Esquadrilha da Fumaça. Logo de cara fizemos amizade e começamos a conversar sobre assuntos em comum. Num certo momento ele me disse: "Mateus, quando chegar o dia de você viver isso que eu vivi, você vai chorar muito. Não há emoção que suporte ou homem que não desabe em choro. Foi assim comigo. Eu não parava de chorar. Eu chorava igual a uma criança!" Nunca me esqueci dessas palavras ditas pelo piloto sorridente. Sempre que nos víamos ele dava risada. Sei lá, um olhava para o outro e já ríamos sozinhos. Ele era um piloto extraordinariamente alegre. Irradiava alegria e sorrisos o dia todo. Era animado e vibrava com o que fazia. Amava voar. Amava a profissão e tinha um entusiasmo que contagiava. As vezes eu brincava com ele e dizia: "Você é discípulo do Coronel Andari, pois ele tinha esse entusiasmo que você tem!" Em Araraquara todos adoravam o Cap. Anderson Amaro. Ele tinha muitos fãs aqui e seu nome era sempre citado quando se comentava sobre a Esquadrilha da Fumaça. Não houve quem pudesse se conter e ficasse sem chorar pela morte de um grande piloto e um amigo. Todos se emocionaram e se entristeceram muito. Todos aqui tiveram o mesmo impulso de tentar protegê-lo com o pensamento, torcendo para que o acidente não tivesse ocorrido com ele. Ele era muito querido entre nós. Lembro-me que no dia 2 de agosto, um dia muito especial para mim, no dia do Domingo Aéreo na AFA, eu disse para ele: "É muito bom ouvir você fazer a locução da demonstração da Esquadrilha. Você a faz com energia, põe o coração nisso e o faz com muita vibração!" Foi triste ver na televisão o vídeo do acidente e ver alguns pilotos, com seus amigos T-27 Tucanos, sobrevoando o local do acidente como se procurassem um pássaro que se desgarrou do bando. Foi tão difícil ainda ver o Esquadrão de Demonstração Aérea voltando de mais uma missão sem um de seus pilotos. Ficou um imenso vazio dentro de nós, mas não há perda grande o suficiente que apague o sorriso e a alegria do nosso grande amigo e extraordinário piloto que é, foi e sempre será o Cap. Anderson Amaro.
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| Last Updated on Tuesday, 06 April 2010 22:45 |







