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20 Aug 2011 Segunda-feira, 22 de agosto: o retorno da Fumaça à Araraquara, após 6 anos http://j.mp/ooZ94k
31 Jul 2011 Domingo Aéreo em Pirassununga: próximo dia 7/08: http://j.mp/nk05xx http://fb.me/19OQXNOus
14 May 2011 Parabéns à Esquadrilha da Fumaça @fumaca_ja pelo seu 59o. aniversário. O GEAV estará presente nesta festa!!
17 Feb 2011 Broa Fly-In: Credenciamento de pilotos, convidados, imprensa e patrocinadores/apoio já pode ser feito, em http://www.broafi.com.br
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17 Feb 2011 Broa Fly-In retorna em 2011 - breve detalhes em nosso site @broafi
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2 Jun 2010 Confira a participação do Grupo Eu Amo Voar na Red Bull Air Race, na Cidade maravilhosa http://bit.ly/biv2iy http://bit.ly/byrjgb
2 Jun 2010 Confira como foi a participação do Grupo Eu Amo Voar na Red Bull Air Race: http://bit.ly/biv2iy
6 Apr 2010 "O Adeus a um amigo": Homenagem ao Cap. ANDERSON AMARO Fernandes http://bit.ly/bUOgdy
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Written by Mateus Rocha   
Monday, 17 March 2008 13:56
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“O Pessoa Ramos era um oficial extraordinário, com uma competência extraordinária e eu o admirava muito, porque eu tive todo aquele treinamento nos Estados Unidos, e o Pessoa não teve essa chance, pois o Pessoa vinha de uma base do nordeste, muito voado em P-40, extraordinário piloto de caça em P-40, mas ele nunca tinha tido aquele doutrinação do combate desde o início como outros tiveram, como o pessoal que esteve no Panamá, como o pessoal que veio dos Estados Unidos diretamente, fazendo todo o curso lá, então o que eu admirei muito no Pessoa Ramos, era a sua capacidade extraordinária de se adaptar ao combate e eu podia dizer isso porque eu era ala dele, e no início eu confesso que eu tinha dúvidas. Será que esse rapaz (ele era tenente e eu aspirante) vai dar conta do recado?

 

Ele demonstrou uma capacidade extraordinária como piloto, e eu sempre me indagava: `Como que um rapaz como esse pode ser tão bom?´, e ele é o que se chama piloto de caça nato.Ele tinhas as condições de piloto de caça mesmo antes de ser piloto de caça. Ele já nasceu piloto de caça e eu tive a sorte de ser ala desse rapaz, Roberto Pessoa Ramos.

Nós éramos muito amigos e formamos uma dupla que de fato eu acho que foi uma dupla que foi extremamente positiva, uma coisa extraordinária e eu me honro muito e me emociona em me relembrar isso do meu grande amigo Pessoa Ramos. Por que eu acho que a melhor coisa que pode acontecer para um guia, um líder, é ter um bom ala, e a melhor coisa que pode acontecer para um ala é ter um bom líder. Sem modéstia, eu acho que nós tivemos essa qualidade. Eu acho que fui um bom ala. Ele foi um excelente líder.”

Relato do Cmte. Fernando Corrêa Rocha 20/09/05, no museu da TAM, sobre a importância da unidade entre homem e avião:

Eu cantava uma musiquinha, e eu vou cantar pra vocês agora em cima da asa do P-47 (risos). Eu vou cantar em inglês e depois eu traduzo para quem não souber: “When I go for a walk and little friend we knew (eu ia fazer uma missão, mas eu botava toda a minha emoção nessa canção) we sit around and talk and then ask about you, e depois então eles perguntam sobre você (“você” era a namorada que estava na cabeça até então.) ...when I go for a walk and little friend we knew, we sit around and talk and ask about you. Eu cantava isso, era como se tivesse assim, tirado todo o mal-olhado do meu corpo, até chegar no avião. Tinha uns que tinham umas manias de dar uma mijadinha na bequilha, outros embora muito corajosos, viu, iam pro banheiro.

O banheiro era muito rudimentar, uma latrina em volta da outra, e os pilotos ficavam 5 minutos sentados, para se tivessem vontade de fazer qualquer coisa, faziam, pra não ter vontade no avião. Eu nunca tive dor-de-barriga, então eu não ia, e também não ia dar a minha mijadinha; mas a subida no avião eu vou mostrar pra vocês como era. Na primeira alça, eu segurava com a mão esquerda, jogava o pára-quedas para o Schimit que ficava aqui, enquanto isso o Schimit botava o pára-quedas aqui arrumadinho e tal, pois era o banco do piloto, e aí ele então, ele me dava a mão e com a mão direita eu segurava a mão esquerda do Schimit e dava um pulo e pisava num lugar da asa onde - você pode pisar na asa toda - mas eu me lembro que tinha um lugar que era “No step”, mas não me lembro onde era, (Stocco diz: provavelmente era o flap), é, e aí então eu entrava, e já tinha cantado a minha musiquinha lá no caminho, entrava, me amarrava e tal, ele (Schimit) me amarrava, me ajudava a me amarrar, e depois então dava as minhas últimas conversas, tal coisa está boa, tal coisa está boa e tal, às vezes era uma coisinha que ainda tinha no avião, uma coisa qualquer, via o relatório, e aí descia, o Schimit ficava lá na frente do avião e o Sebastião, - esse morreu muito cedo-, que era o mecânico das metralhadoras, ficavam os dois então olhando pra mim e tal, esperando autorização.

Agora, você sabe que esse motor, ele começava com a rotação dele, ou melhor, a partida dele, era um energizer, você apertava o energizer (barulho do energizer: nhi, nhi, nhi, nhi...) e aquele negócio ia assim, que parecia que era uma ambulância, nessa hora, viu, você começa a imaginar uma porção de coisas assim, menos tranqüilizantes, aí você aperta o engage. Quando você aperta o engage, aí começam aqueles dois mil e tantos cavalos: Papapapapa...(barulho do motor) e quando começa a pipocar o avião e tal, você recebe dentro de você uma energia que é causada por aquele motor que está começando a funcionar e tal, e então você já é outro homem.

Aquela intranqüilidade que o energizer provocava que parecia o som de uma ambulância longínqua que vinha se aproximando (som da ambulância: hhoooooooo...) vinha se aproximando, e aquilo te dava uma impressão meio mórbida, mas quando você aperta o engage e começa a rodar aqueles dois mil e tantos cavalos, aí você sentia no sangue, sentia no seu ser a potência do avião, aí você apertava os seus ombros, apertado por aqui (pela cintura) e tudo mais, e você se sentia uma parte integrante da máquina, e é exatamente nessa hora em que se o sujeito não sentir uma parte integrante, mas sim um estranho, ele está..., - não vou dizer a palavra por que estão gravando (risos), está roubado, e aí já era uma coisa assim que você dividia com a máquina toda aquela emoção, e essa máquina aqui, com o potencial dela, (bate atrás ali), você se sentia protegido atrás, entendeu? Com uma proteção atrás que se batesse uma bala ponto 50 aí e não furava. Não furava!

Por exemplo, com o Pessoa Ramos, estourou uma granada de 20 mm ali mais ou menos atrás, quer dizer, estourou todo o cockpit, não é, e ele ficou ferido, mas parte dos ferimentos foram provocados pelo plastic glass que estourou do cockpit, e ele dizia: “Estou ferido, estou ferido!”, e ele começou a sentir sangue correndo pelo pescoço e sentir dor na perna e tal, mas foi salvo por essa chapa aqui (chapa de blindagem atrás do acento do piloto).

 

O líder e o ala: tirado do documentário “Senta a Púa” de Érik de Castro

Relato do Cmte. Rocha: gravado e transcrito na íntegra por Mateus Rocha

Last Updated on Sunday, 17 January 2010 22:11
 

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